Por Gopala (Julio Falavigna), inspirado no livro Meditação e Mantras de Swami Vishnu Devananda.
O Som, constituído de vibrações é energia. Um mantra sânscrito é uma energia mística contida dentro de uma estrutura sonora. Para liberar a energia do som, nós aprendemos a repetir o mantra com métrica e entoação precisas. Os mantras são uma ciência exata, por isso é importante pronunciá-los corretamente.
O processo de repetição de um mantra denomina-se Japa. Essa prática, assim como outras formas de Yoga, regula o fluxo vital (Prana) em nosso organismo, proporcionando bem estar físico, psíquico e espiritual.
Os Moksha Mantras (mantras que conduzem à liberação) são subdivididos em duas categorias: Nirguna e Saguna, os quais estudaremos logo abaixo:
Para a maioria das pessoas é mais fácil referir-se a um nome ou forma (Saguna) do que ao absoluto além destes (Nirguna).
Neste caso utiliza-se o suporte das diferentes deidades existentes no panteão Hinduísta. Estas deidades simbolizam diferentes aspectos de Brahman ou Deus.
Podemos escolhê-las de acordo com uma atração baseada no som proveniente do Mantra assim como pelos atributos sugeridos na sua imagem.
Uma vez escolhida, a deidade (Ishta Devata) torna-se o foco da prática meditativa, devendo permanecer sempre a mesma para que a concentração mental (Dharana) e subseqüente meditação (Dhyana) sejam alcançadas.
OM GAM GANAPATAYE NAMAHA - Ganesha
OM NAMAH SHIVAYA - Shiva
OM NAMO NARAYANAYA - Vishnu
OM SRI RAMAYA NAMAHA - Rama
OM NAMO BHAGAVATE VAASUDEVAYA - Krishna
OM DUM DURGAYE NAMAHA - Durga
OM SHRIM MAHA LAKSHMIE NAMAHA - Lakshmi
OM AIM SARASWATIE NAMAHA - Saraswati
Representam a nossa natureza absoluta e não-dual, utilizados principalmente na escola Vedanta, requerem um nível de percepção mais sutil.
OM - Brahman
SO HAM - Brahman
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